
A seleção do Japão deu mais uma demonstração de força na Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Tunísia por 4 a 0 em uma atuação dominante do início ao fim. Depois de já ter chamado atenção no empate por 2 a 2 contra a Holanda na estreia, os japoneses mostraram que não estão no Mundial apenas para participar.
Com um futebol veloz, organizado e extremamente eficiente, o Japão não deu chances aos tunisianos e construiu uma goleada que pode ser fundamental na luta pela classificação às oitavas de final. A equipe asiática controlou a posse de bola, pressionou a saída adversária e aproveitou praticamente todas as oportunidades criadas.
O que mais impressiona no time japonês é a coletividade. Não há dependência de um único jogador: a equipe funciona a partir de movimentos coordenados, trocas de posição constantes entre os homens de frente e uma pressão pós-perda que sufoca o adversário nos primeiros segundos após cada roubada de bola.
A Tunísia até tentou equilibrar as ações em alguns momentos, mas encontrou muitas dificuldades para conter a velocidade dos atacantes japoneses e acabou envolvida pelo ritmo intenso imposto pelo rival. O problema tunisiano foi justamente a distância entre as linhas: sempre que a defesa recuava e o meio-campo demorava a acompanhar, o Japão encontrava espaço para infiltrar.
Esse desempenho é resultado de um projeto de longo prazo. O futebol japonês investiu décadas em formação de base, estrutura de clubes e exportação de atletas para a Europa. Hoje, boa parte do elenco atua em ligas de primeira linha, o que eleva o nível técnico e a experiência competitiva da seleção como um todo.
Com o resultado, o Japão chega embalado para a última rodada da fase de grupos e passa a ser visto como uma das seleções mais perigosas desta Copa. A organização tática, a disciplina defensiva e a qualidade técnica apresentada até aqui fazem da equipe asiática uma candidata real a surpreender gigantes do futebol mundial.
Na nossa avaliação, o Japão reúne as características que costumam render bons resultados em mata-mata: intensidade, disciplina e capacidade de manter o plano de jogo mesmo sob pressão. Se mantiver esse nível, pode escrever mais um capítulo histórico em sua trajetória nos Mundiais.
Por Magno Martins
