
Em entrevista exclusiva concedida ao portal SuperVasco, José Lamacchia, pai do empresário Marcos Lamacchia e dono da Crefisa, revelou os bastidores da negociação pela compra da Vasco SAF e impôs uma condição clara e definitiva: Meu filho só vai comprar o Vasco se o Pedrinho estiver na presidência. A declaração acende ainda mais o cenário político e jurídico que envolve o clube carioca.
A frase, dita com firmeza e sem rodeios, resume o posicionamento do grupo Lamacchia após o afastamento do presidente Pedrinho pela 4ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro. José Lamacchia não escondeu sua insatisfação com os grupos opositores dentro do clube: Com aqueles que estão lá eu não tenho condição, afirmou o empresário, deixando claro que a negociação de mais de R$ 2 bilhões pela compra de 90% da Vasco SAF está condicionada ao retorno de Pedrinho ao cargo.
O impasse político no Vasco da Gama chegou a um ponto crítico. Pedrinho foi afastado judicialmente sob alegação de falhas graves de governança na condução das negociações da SAF, mas a própria decisão judicial fez questão de ressaltar que o afastamento não impede a continuidade das negociações de venda. Mesmo assim, a condição imposta por José Lamacchia cria um novo obstáculo, pois sem Pedrinho na presidência, o grupo Lamacchia demonstra não ter interesse em avançar com o acordo.
José Lamacchia, visivelmente irritado com o rumo dos acontecimentos, acusou grupos opositores de tentarem barrar a venda por interesses políticos: Eles querem o poder, mas eu e meu filho vamos reerguer o Vasco, declarou. O empresário paulistano, conhecido por ser o dono da Crefisa, reforçou que a intenção de investir no clube carioca continua firme, desde que as condições políticas sejam favoráveis.
Para os torcedores do Vasco, a situação gera angústia. De um lado, uma negociação milionária que poderia transformar o clube em potência do futebol brasileiro. Do outro, uma guerra judicial e política que ameaça desfazer tudo. O Vasco vive um dos momentos mais delicados de sua história recente, e a palavra de José Lamacchia deixa claro: sem Pedrinho, sem negócio.
A tendência agora é que os advogados de Pedrinho recorram da decisão de afastamento para reverter a situação e, assim, abrir caminho para que a venda da SAF seja concluída. O prazo é curto, a pressão é grande, e o futuro do Cruzmaltino nunca pareceu tão incerto — e ao mesmo tempo tão cheio de possibilidades.
Por Magno Martins
